| | | | | | | | | |
_
.:| POPULAÇÃO
.:EDUCAÇÃO
.:SAÚDE
.:ECONOMIA
.:COMÉRCIO EXTERNO
.:TURISMO
.:EMPREGO
.:COMUNICAÇÃO
.:PROJECÇÕES
 
 
 

:: | VOLTAR |

 

1. Contexto

O último inquérito aos Orçamentos Familiares teve cobertura Distrital e foi realizado em 1996. Este inquérito havia permitido obter as ponderações do índice dos preços no consumidor..

O INE deseja melhorar a representatividade do seu índice de preços no consumidor, que tem uma cobertura restringida (limitada) e cujos cabaz e ponderações são antigos. O Instituto deseja igualmente escolher um novo ano de base para as suas contas nacionais.

Todas estas considerações incitaram o INE à programar um novo inquérito sobre as receitas e despesas das famílias ao nível nacional.

2. Objectivos

São quatro, os principais objectivos do inquérito aos Orçamentos Familiares em São Tomé e Príncipe:

Melhorar a representatividade do índice do preço no consumidor:
Trata-se, ao mesmo tempo, de actualizar o cabaz e as ponderações do índice dos preços no consumo e de permitir uma eventual extensão do campo do índice

Fornecer dados às Contas Nacionais:
As Contas Nacionais de São Tomé e Príncipe vão ser elaboradas segundo o SCN 93 e estabelecida um novo ano de base.

Fornecer as informações estatísticas necessárias para aplicação da estratégia de luta contra a pobreza aprovada em 2002.

Actualizar as normas de consumo para os produtos de base:
As actuais normais de consumo são antigas e já não correspondem aos hábitos de consumo dos agregados dos nossos dias. O inquérito devera permitir a actualização destas normas, quanto não seja para os produtos de base, mas sem sobrecarregar a recolha, pois os três primeiros objectivos permanecem prioritários.

É necessário enfim ter presente no espírito que os resultados do inquérito devem ser significativos para o País com representação proporcional por Distrito não descurando o urbano e o rural.

 



3. Metodologia

A metodologia descrita no primeiro documento de projecto não será sensivelmente modificada. Trata-se de uma metodologia que já fez as suas provas. Mesmo se é mais do hábito inquirir um agregado durante um mês para observar as suas despesas, a experiência mostra que existe um grande risco de lassitude do agregado inquirido e que os dados da segunda quinzena são de menos boa qualidade em relação à aqueles obtidos durante a primeira quinzena.

O principio de uma amostra renovável é preferível à uma amostra permanente, essencialmente por razões de ordem metodológica relacionada com este último. A recolha dos dados no terreno terá a duração de um ano, ou seja de Fevereiro de 2003 a Fevereiro de 2004.

O volume de trabalho ideal seria de dois agregados por dia e por inquiridor. Isto pode parecer muito pouco, mas neste domínio também a experiência mostra que os membros dos agregados, no meio urbano não estão muito disponíveis e que as entrevistas se realizam geralmente no fim do dia, enquanto no meio rural estão dispersos o que não permite de inquirir mais de dois no mesmo dia. Para além disso o inquiridor devera codificar certas variáveis (produtos, actividades, profissões) e proceder ao primeiro controlo dos questionários por ele preenchidos.

Propõe-se um esquema de recolha de dados que será desenvolvida durante 20 Ciclos de Observação, sendo cada um realizado durante um período de 17 dias. Com efeito, cada ciclo de observação de 17 dias ficará decomposto da seguinte forma:

Cada sequência de 20 ciclos decompõe-se em:
· 12 dias de presença nas famílias com quatro visitas em cada agregado
· 2 dias de repouso
· 3 dias de controlo e de preparação da vaga seguinte

Esquema de recolha para uma sequência e um inquiridor encontra-se detalhado no documento metodológico em forma de tabela.

Assim no primeiro dia de uma sequência, o inquiridor visita dois agregados (AF1 e AF2). O Inquiridor preenche o módulo do questionário sobre as características do agregado e entrega as cadernetas de contas dando explicações sobre o preenchimento. No segundo dia, o Inquiridor faz o mesmo para os agregados AF3 e AF4. o terceiro dia será vez dos agregados AF5 e AF6. no quarto dia o inquiridor regressa aos agregados AF1 e AF2 onde ele faz o levantamento de todas as despesas registadas na caderneta de contas e preenche um outro módulo do questionário. O cenário repete-se até ao 13° dia. No fim de uma sequência o inquiridor terá registado as despesas quotidianas das famílias durante 12 dias e preenchido o conjunto do questionário (despesas retrospectivas, nomeadamente) durante as cinco visitas

Está proposto que após cerca de três meses de recolha, um período de duas semanas esteja consagrado ao primeiro balanço e à identificação dos problemas comuns encontrados e as soluções adoptadas. Dois outros períodos de duas semanas ficarão programados apôs o sexto e o nono mês de recolha.


4. Questionários e manuais

O princípio geral é de ter um questionário de tipo pré-codificado, com excepção de algumas variáveis (produto, profissão, ramo de actividade) pelas quais a nomenclatura é muito detalhada. É uma certa vantagem o facto do INE ter elaborado as nomenclaturas. Para a nomenclatura de consumo recomenda-se inspirar nas normas internacionais, do mesmo tipo que da COICOP () afim de permitir comparações com os outros países.

Os diferentes objectivos do inquérito impõem ter um núcleo central sobre as despesas da família (despesas quotidianas e despesas retrospectivas) e módulos sobre as características socio-demográficas dos membros da família (com uma vertente antropométrica), sobre a actividade, sobre o alojamento (com particular destaque sobre a água potável), sobre o acesso aos serviços de base, sobre o autoconsumo e auto fornecimento, sobre as ofertas . Importa reflectir sobre o conteúdo da vertente ligada às receitas das famílias, tendo em conta que se trata de uma informação difícil de obter, por ser muito delicada par as famílias. .

Existe igualmente meios, ditos de controlo, que permitem o bom andamento da recolha e ajudar o preenchimento de certos questionários: pessoas presentes na família durante o inquérito, controlo das visitas recapitulativas, seguimento das entrevistas no agregado, ficha de observação.

O facto de haver três visitas às famílias permitirá separar o questionário em módulos homogéneos que serão preenchidos durante uma das três visitas. Em cada visita, será preenchida a parte sobre as despesas quotidianas com a ajuda das cadernetas das contas entregues às famílias.

Será necessário prever um levantamento dos preços ao longo do inquérito afim de valorizar o autoconsumo. Nesta ocasião um redimensionamento das unidades de medida tradicionais será feito para os converter em unidades standard. O Sector dos preços estará associado à esta operação que poderá ser confiada aos profissionais do INE - IPC.

Este levantamento permitirá também de actualizar as normas de consumo para os produtos de base (banana, fruta-pão, matabala, arroz, milho, açúcar, feijão, etc.). Uma melhor solução consistiria em pesar as refeições, mas os custos seriam elevadíssimos. A representatividade ao nível de cada Distrito já induz um custo suplementar, e por isso é inútil de acrescentar um outro. Parece que os hábitos alimentares em São Tomé Príncipe sugerem que a alimentação comprada é inteiramente consumida pela família. A diferença poderia existir si os consumos fora do agregado fossem importantes. Si sim, pode-se prever em detalhar suficientemente esses consumos e avaliar o complemento através de um pequeno inquérito junto aos restaurantes.

Os manuais (para os controladores e os inquiridores e para a enumeração) deverão igualmente serem elaborados pela equipa metodológica. .


5. Amostra

Atendendo que se tratará de um estudo exploratório na qual a amostragem á estratificada, o tamanho da amostra será calculado inicialmente a nível nacional e, consequentemente, distribuído proporcionalmente por cada estrato pré-definido e dentro deste será retirado uma amostra independente através do método aleatório simples, tomando como base a proporção da população estimada para cada um dos estratos.

Dentre as 149 áreas de enumeração, é estimada a nível nacional 60 áreas para o presente estudo, o que corresponde a 40% do total, sendo 33 para zona urbana e 27 para rural.

A formula do cálculo para a determinação da amostra e outros detalhes serão desenvolvidos no documento metodológico.


6. Organização

O sucesso de uma tal operação é condicionado por uma boa organização e pela criação de uma equipa permanente. Por ser assim que o INE criou o Gabinete de Inquérito aos Orçamentos Familiares para a execução do Projecto e recorrer a assistência técnica exterior para superar a falta de experiência dos seus quadros.
O inquérito será executado sob a responsabilidade do Director Geral do INE, o Coordenador Técnico do Projecto.

O Gabinete de Inquérito aos Orçamentos Familiares de será composta de cinco pessoas pertencentes ao INE:

· Um responsável técnico, que cobrirá o conjunto das operações, incluindo a análise, e cuja a afectação será à pleno tempo durante toda a duração do Projecto;
· Três responsáveis da metodologia e da recolha, que assumirão o papel de supervisor durante as operações de terreno, e participarão na análise e que serão igualmente afectados à pleno tempo pendente toda a duração do Projecto;
· Um responsável Informático, que supervisará a digitação, o apuramento e o tratamento, sendo a afectação à pleno tempo durante uma grande parte do Projecto;
· Um responsável administrativo e financeiro, afectado à pleno tempo durante toda a duração do Projecto;

Para além dos funcionários do INE, será necessário recrutar pessoal de terreno. Partimos de princípio que um inquiridor tem um volume de trabalho de ( ) agregados por ano.


Número de Inquiridores por Distrito:

· 7 inquiridores para Água Grande,
· 2 inquiridores para Região Autónoma do Príncipe
· 5 inquiridores para Mé-Zóchi,
· 2 inquiridores para Lobata
· 2 inquiridores Cantagalo,
· 2 inquiridores para Lemba,
· 1 inquiridores par Caué,

Partindo da hipótese que um controlador tem 4 inquiridores à cargo, e assegurando a presença de um controlador em cada Distrito e Região para evitar os deslocamentos, obtém-se :

· 2 controladores para Água-Grande,
· 1 controladores para Mezochi,
· 1 controlador para Lobata e Região Autónoma do Príncipe,
· 1 controladores para Cantagalo, Caué e Lembá,

Será igualmente previsto 5 inquiridores de reserva para superar as eventuais falhas e durante o resto do tempo prestar assistência aos controladores.

O pessoal de terreno será composto de:

· 5 controladores
· 21 inquiridores,
· 5 inquiridores de reserva,

No que toca a digitação o leitor deve referir-se ao parágrafo sobre os aspectos informáticos.


7. Formação

Trata-se de uma etapa fundamental da preparação de um inquérito e que influi na qualidade dos dados recolhidos. É por isso indispensável de consagrá-lo tempo e meios necessários.

Mesmo se o custo é mais elevado, recomenda-se fazer a formação num lugar único, que seria a cidade de São Tomé. Terá que se encontrar uma sala adequada, pois uma trintona de pessoas estarão implicadas nesta formação que será efectuada pelos técnicos do Gabinete de Inquérito aos Orçamentos Familiares.

A formação compreenderá dois aspectos: a apresentação dos questionários, manuais e instruções (tempo de formação) e a realização efectiva de um teste no terreno (tempo dos testes). Uma última semana será consagrada à síntese do teste e à selecção dos controladores, escolhidos entre os melhores.
Como será indicado no documento metodológico, uma reciclagem será organizada após três meses de terreno afim de se proceder à troca de experiências acumuladas no decorrer deste primeiro período de recolha. Dois outros períodos de reciclagem estão programados após seis e nove meses de recolha. É vivamente recomendada organizar regularmente (cada semana) encontros entre os controladores e os inquiridores ao longo da recolha. A dispersão do pessoal de terreno torna o facto difícil no meio rural, o que, em contrapartida, seria possível no meio urbano.

Os agentes de digitação receberão igualmente uma formação, mas não será necessário alugar uma sala para tal. O responsável informático e o controlador de digitação farão esta formação.


8. Aspectos informáticos

Os aspectos informáticos são essenciais para garantir a qualidade e a prontidão dos resultados de inquérito. Isto passa-se à dois níveis: a digitação e o tratamento.

Para a digitação, duas opções se apresentam, para além da escolha do programa. A digitação será centralizada. O interesse desta segunda opção é ligado à dispersão do . A digitação poderá começar desde a recolha e os primeiros controlos terminarem, sem esperar que todos os questionários estejam recolhidos. Para além disso, se erros importantes forem encontrados durante a digitação, é possível voltar ao terreno. Entretanto, isto supõe ter um programa de digitação bem feito, sem erros que a bloqueiam. Enfim, isso implica dispor de micro-computadores para efeito.

Para o tratamento, é em geral recomendado de utilizar o programa que é dominado pelo pessoal da instituição que realiza o inquérito. Entretanto, existe outros excelentes programas para esse tipo de inquérito e que não é necessário uma formação muito longa.

Existe um programa de digitação, LSD, desenvolvido por uma Sociedade Chilena "Sistemas Integral" que é utilizado para o inquérito aos Orçamentos Familiares na Polynésia Francesa e que convinha a este tipo de inquérito.

Para o tratamento, a mesma sociedade desenvolveu ARIEL +, um programa que foi utilizado para inquéritos similares.


9. Calendário das operações

O INE deseja começar o inquérito em Fevereiro de 2003. Entretanto, um importante trabalho de preparação deve ser realizado, sobretudo porque os quadros do INE não têm experiência no domínio dos inquéritos Orçamento/Consumo. A realização do recenseamento da população em Agosto de 2002 permite reduzir o tempo consagrado à preparação de base de sondagem.


As principais etapas da preparação e da realização do inquérito são as seguintes:

· Criação do Gabinete do Inquérito aos Orçamentos Familiares - Janeiro de 2003;
· Elaboração do plano de análise e do plano de tabulação - Nov./2002 à Mar./2003;
· Elaboração dos questionários e manuais - Setembro de 2002 à Janeiro de 2003;
· Elaboração de Metodologia e do plano de sondagem - Ago./2002 à Jan./2003;
· Inquérito Piloto - Fevereiro de 2003;
· Finalização dos documentos de impressão (para formação) - Fevereiro de 2003;
· Selecção do pessoal de terreno - Fevereiro de 2003;
· Formação do pessoal de terreno - Fevereiro de 2003;
· Elaboração do programa de digitação e de apuramento - Março/Abril de 2003;
· Teste do programa de digitação - Abril de 2003;
· Elaboração do programa de tratamento - Maio/Junho de 2003;
· Preparação do programa de recolha - Fevereiro de 2003;
· Impressão dos documentos de inquérito - Fevereiro de 2003;
· Operação de recolha de dados - 28 de Fevereiro de 2003;
· Formação dos agentes de digitação - Junho de 2003;
· Digitação dos dados - Julho de 2003 à Julho de 2004;
· Apuramento dos dados - Agosto de 2003 à Agosto de 2004;
· Tratamento dos dados - Setembro à Novembro de 2004;
· Primeiros resultados - Fim de Novembro de 2004;
· Análise dos dados - Dezembro de 2004 à Maio de 2005;
· Publicação e difusão - Junho de 2005 ou mais tarde.


10. Assistência técnica

No âmbito do acordo Estatístico Luso-Sãotomense as operações do Inquérito aos Orçamentos Familiares contará com assistência de um técnico do INE -P por fases ao longo da duração do projecto.